quinta-feira, 10 de maio de 2012

Let it go...

Sabe aquelas ligações que você tem recebido? É, aquelas de um desocupado que desliga assim que você atende, que segura as lágrimas quando ouve a tua voz e segura o riso quando você se irrita. Sou eu do outro lado da linha. Sempre, em todas elas. E em todas as vezes, eu liguei porque não aguentava mais. Não aguentava mais a tua ausência. E não aguento. Não aguento ver você indo embora. Não aguento ver você vivendo sem mim. Eu não aguento… Eu preciso de você. Eu preciso que você volte. Eu preciso ouvir a tua voz sem ter de ficar muda. Eu preciso ouvir você dizer que me ama, pelo menos mais um milhão de vezes. Eu ainda não estou pronta para te deixar partir e deixar que você viva sem mim. E acho que nunca estarei. Eu sei, sou boba e infantil porque te ligo nas horas mais inconvenientes possíveis e te faço perder tempo e paciência comigo. Eu sei disso. Mas eu não sou boba nem infantil por sentir o que sinto. Por te amar e sentir a tua falta. Eu sou fraca, eu sei que sou. Por não conseguir viver sem você e lidar com tudo isso com tanta facilidade quanto você. Eu sinto muito por todo o tempo que te fiz perder com todas essas ligações, mas eu não sinto e jamais sentirei lástima qualquer por te amar como eu amo. Vou parar de ligar para você e te incomodar, juro que vou! Mas deixa eu ligar, ouvir a tua voz e chorar por uma última vez. Deixa eu ouvir você se zangando comigo como de costume, por uma última vez. Deixa eu ter essa lembrança tua, que guardarei no lugar mais puro de minha alma, para jamais esquecer. Deixa eu ligar agora… só pra dizer que eu te amo e sinto saudades, por uma última vez.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

— Sabe, talvez eu goste um pouco disso.
— Disso…?
— É, tipo, “a gente” - sorriu, imitando aspas com os dedos.
— Por que “a gente”?
— Porque não existe nós. Você, melhor que todos, sabe disso. Mas eu gosto. Mesmo assim. Mesmo que tenha acontecido da maneira errada. A escrita certa, pelas linhas erradas. - suspirou e fez uma pausa - A pessoa certa, na hora errada.
— Ou a pessoa errada na hora certa. - Ela sorri.
— É por isso que vale a pena.
— Isso? Isso o que?
— Teu sorriso.

Sorriso. O bem mais precioso que um ser humano pode ter. Às vezes (quase sempre) existe alguém que faz de tudo pra tirar ele de nós. Mas, às vezes (quase sempre), existe quem faria tudo para nos ver sorrir.

Teu sorriso. Ah, teu sorriso… Eu andaria milhas de distância pra te ver sorrir. Puta clichê, né? Mas é verdade. Eu amo os teus sorrisos. Sabes que tens mais de um, não é?! E eu amo todos eles, apenas pelo fato de existirem. E eu agradeço por cada pessoa que já te fez sorrir, cada uma das que viram um de teus mais belos sorrisos, quando eu não pude vê-lo/provocá-lo; agradeço por cada pessoa que cuidou do teu coração quando eu não tive esse privilégio. Mas eu quis. E quero. Eu tento. Quando me faço de boba, quando falo coisas idiotas… é só pra você sorrir. Eu te imagino sorrindo. Assim, a todo momento. É tudo que te peço: enquanto eu não puder te fazer sorrir, procura alguém que possa. Alguém que mereça teu sorriso tanto quanto tu merece o meu. E não deixa que ninguém o roube teu sorriso e te deixe apenas lágrimas.

Eu já disse o quanto amo e preciso do teu sorriso?

sábado, 14 de janeiro de 2012

— Eu te amo – Disse ele, com os olhos tristes. Sorri acolhedoramente.
— Não...
— Eu amo! – Repetiu, com mais urgência.
— Não diz isso... – Pedi – O amor não existe.
— Então o que eu sinto?
— Não passa de atração carnal – Sussurrei, desviando o olhar.
— Não, não é. É sentimento. É aqui dentro, sabe? [...] Olha pra mim – Pediu ele, tocando meu rosto de leve.
— Vai passar – Forcei um sorriso.
— Não, não vai. – Disse ele, sorrindo, seguro de si.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

(Un)broken

Entrei na cozinha, servi uma xícara de café e sentei-me em uma cadeira. Levei a xícara à boca e inspirei o cheiro do café escaldante. Não o bebi. Abaixei a xícara e a mantive sobre o mesa. Brincava desatentamente com ela, passando o dedo indicador em sua borda e fixando o olhar no líquido amargo dentro dela. Assim me sentia... amarga. Perdi o fio da meada de meus pensamentos quando uma sombra parou à porta. Não olhei, mas sabia que era ele. Mantive os olhos fixos na xícara.
— Desculpa... - pude ouvir ele dizer, com a voz indagada. Não o olhei.
Os minutos se passaram. Eu não respondi e ele também não disse mais nada. Continuava encostado na parede de azulejos cor-tristeza a me encarar e eu a encarar a xícara. Olhei para a mesa. A madeira de mogno transmitia tanta classe que me enojava. Segui os nós com os olhos até o outro lado da mesa. Um. Dois. Três. Quatro. Cinco segundos. Foi o que bastou. Nossos olhares se cruzaram. Um nó se formou em minha garganta. Seus olhos eram de uma esperança explícita. Aquilo me agoniou. Antes que pudesse me dar conta, ele havia puxado uma cadeira e sentado ao meu lado, o mais próximo que pôde. Nossos joelhos friccionaram-se mansamente. Estremeci. Nenhum de nós falou nada, novamente. A xícara de cor opaca e sem graça, parecia rir de nós. A segurei com força.
— Segure. - Eu disse, entregando-a em suas mãos. Ele a segurou, sem entender. — Solte-a no chão. - Continuei. Ainda sem entender, me olhou perplexo por alguns segundos. Eu o encarava, séria. Ele olhou para a xícara por um momento e a soltou levemente no momento seguinte. O "baque" do encontro da xícara com o chão foi tão forte que ele se assustou. O líquido quente escorria rapidamente pelo chão frio...
— O que aconteceu? - Perguntei.
— Ela quebrou, obviamente. - Ele riu e olhou para mim. Minha expressão permaneceu séria.
— Peça desculpas à ela e veja se ficará inteira novamente. - Fiz uma pausa e sorri ironicamente. - Não... obviamente.

sábado, 26 de novembro de 2011

Reencontro

Como eu queria que você me entendesse. E me desculpasse também. Joguei sobre nós todos os meus medos e incertezas. Sabe, eu costumava ter certeza de tudo. Agora, às vezes, me dão umas crises de choro e desespero que parecem não ter fim. Nem motivos. Eu deveria estar sorrindo nesse exato momento, mas ao invés disso estou aqui, pensando em você e me perguntando se ainda me procuras. Sempre te imaginei sentindo minha falta antes de dormir. Fico tão cansada de reviver tudo isso todos os dias, e digo para mim mesma que está errado, que eu deveria voltar atrás e correr para algum lugar onde você possa me encontrar. E se, por um acaso, nos encontrarmos por aí, outra vez, trocaríamos algumas palavras sobre a vida e os nossos novos rumos como se fossemos maduros o suficiente pra lidar com tudo isso e nos despediríamos. Aquela velha história de “nunca estive melhor”. Melhor? Nunca estive tão perdida…

Coisas que eu nunca lhe disse

Há tanta coisa sobre mim que você não sabe. Qual a minha cor preferida? Qual o meu perfume preferido? Qual o meu romance preferido? Qual a minha música preferida? Você nunca saberia dizer. Bom, eu nunca liguei para isso e isso ainda não mudou. Só quero te fazer ver, pelo menos dessa vez, o quanto você deixou de se importar. Nunca prestou atenção em mim. Para você era perda de tempo. São coisas pequenas, simples e talvez um pouco fúteis, mas fazem diferença para mim. Você nunca se deu ao trabalho de me perguntar por que eu te queria perto durante o inverno. Apenas dizia que estava ocupado e não poderia me fazer companhia. Eu disse que estava tudo bem… mas não estava. Eu precisava de você. De todo “eu” que havia em você e que hoje não há mais. Eu precisava dessa parte de mim… o “você”, que ainda existe em mim (na verdade, não pretendo te tirar daqui tão cedo). E sobre meu silêncio… eu deveria ter dito, eu sei, deveria. Deveria ter dito por que eu chorei, mas me calei. Achei que seria melhor assim, mas não foi. E ainda dói. Todos os sorrisos que deixei de dar e todas as lágrimas que deixei escapar, deixaram seqüelas. Ainda sinto a dor, às vezes – quando penso em você; em nós. Há tanta coisa sobre mim que você deveria saber. Como, por exemplo, que minha cor preferida é a cor dos teus olhos; ou que meu perfume preferido é aquele que ficava nas minhas roupas quando você me abraçava…; ou, até mesmo, que meu romance preferido é a nossa história, tudo que construímos juntos; ou que minha música preferida é aquela que tocou no meu primeiro sonho com você – aquela que ainda me rouba lágrimas nostálgicas. O que eu posso fazer se a melhor parte de mim sempre foi você?

Des(aprender) a amar

Desculpa se eu já não sei o que é amor, se desaprendi a amar. Desculpa se não sei que palavras usar, se não sei falar. Desculpa se não sei sentir, muito menos demonstrar. Desculpa se não me permito entender, se não deixo que você se aproxime… é minha defesa (contra mim mesma). Desculpa se não te sinto mais, se não sei quem és. Desculpa se do nada perco o foco e te deixo a falar ao vento. Desculpa se eu não sei sorrir, se não sei chorar, se não sei pensar direito… desculpa se perdi o contato com o meu coração. Já não sei ouvi-lo, não o sinto bater… sinto como se ele apenas ocupasse meu peito, como dever, sem pulsar, apenas por estar. Perdi-me totalmente do meu “eu”. Perdi-me totalmente numa ilusão que eu mesma criei […] Desculpa, meu amor, por não te reconhecer mais, nem a mim mesma. Desculpa por não poder te dizer que te amo, como sempre amei.

Confusão

E tu me confundiu, outra vez. “Explica-te”, eu pedi. “Eu te amo”, justificaste. E para ti bastou. Mas, querido, às vezes só o amor não basta. Não sacia. E não sou do tipo que se contenta com palavras. Prometeste não partir, prometeste ficar para sempre. “Segura-me, se caso eu cair”, novamente lhe pedi. E o que fizeste? Caminhaste para longe de mim, para longe dos meus (a)braços; longe de meu coração. Caminhaste para onde meus olhos não podem ver. E foi para tão longe que, mesmo se eu procurasse, não te encontraria. […] Eu sabia. Sempre soube. Palavras não bastam. Teu amor jamais bastaria, você partiria… Agora eu estou a pensar: “meu amor não foi o suficiente para te fazer ficar?”. Se eu te pedir, você volta? Se eu te implorar, você fica? Mesmo depois de o Sol nascer, tu me abraça? […] E meus pensamentos dão voltas e voltas ao redor das mesmas perguntas: “por que fugistes?” “onde foi que eu errei?” “onde estás?” “por que não me liga?”. Eu sei, são coisas bobas, preocupações que eu não deveria ter - não contigo, pelo menos. “Sabes te cuidar sozinho”, sorri. Mas alguma coisa sempre nos deprime de volta. Merda. Por que não deixou que eu te cuidasse? Acho que nunca vou saber… Eu sei, prometi não chorar. E não vou, tais vendo? Estou sendo forte, como pediste, querido. […] Você sempre foi assim, e eu odeio isso. Uma incógnita. Jamais deixa que saibam o que estás pensando, quem dirá sentindo, não é mesmo? […] Eu te pedi para ficar e mesmo assim você foi embora…

É tudo que eu posso dizer

Eu tentei te fazer entender e ver a situação como eu via. Juro que tentei. Tentei tanto que cansei. Cansei de correr atrás, cansei de me importar. Quantas vezes você procurou saber como eu estava? Quantas vezes você se importou com o que eu estava sentindo? Quantas vezes você se colocou no meu lugar e tentou entender o que eu estava pensando? Sabe, eu quis desistir, te deixar ir e não admitir que te quero aqui, mas tanta esperança não morre assim. Uma verdade? Senti muito e disse pouco. Não lamento o que senti, apenas lamento te ver tão distante de mim. […] Não queria que terminasse assim. Absolutamente. Eu sempre quis que nunca tivesse um fim, e você sabe disso. Talvez, o que você não saiba, é o quanto eu quis ter você perto, o quanto te desejei. Dói? Dói. Demais. Estou sofrendo tanto… e nós dois sabemos que amar não é isso. Eu sei que você vai se recuperar muito mais rapidamente do que eu. Talvez não te cause efeito algum - não tanto quanto em mim, pelo menos. Caso doa em ti, mesmo que pouco, você terá quem te console. Sempre teve. Ta aí, um dos nossos maiores problemas: eu não sei te dividir. Se achas que devo desculpas a você por isso, me desculpe, de verdade, nunca foi minha intenção te magoar de alguma forma. Nunca. Eu te juro que todo esse tempo eu fiz o que pude para que você fosse feliz. E isso, infelizmente, me exaustou. E a mim? Quem protege? Quem faz sorrir? Queria que a resposta para estas perguntas fosse “você”… Minha opinião? Sinceramente, para mim, isso não é errado. Te prende, te sufoca, mas não é só a ti, é a mim também. Ciúmes? Talvez seja. Eu diria… medo. Eu tive medo de te perder, mas agora posso ver que você nunca foi meu de verdade. Nunca quis se entregar e eu nunca soube o porque. Não acredito que seja insegurança… você sempre me pareceu tão corajoso, capaz de bater de frente com o mundo por quem ama e enfrentar qualquer e todo sentimento que te atingisse. Eu sou insegura. Sou demais, e sei disso. Sempre afasto as pessoas por conta disso e não consigo evitar. Eu realmente não esperava que essa minha insegurança pudesse te afetar de alguma maneira. Talvez lhe deva desculpas por isso. Eu sei que, de alguma forma, eu te magoei. E mesmo que nunca tenha me falado, eu sei que magoei. […] Não me arrependo de nada do que lhe disse, mas queria poder dizer tudo isso olhando diretamente para ti, nos teus olhos. Seria mais fácil. Tantas palavras não pronunciadas seriam ditas nesse momento… E eu diria tudo que lhe disse, palavra por palavra. Aprendi a dizer o que estou sentindo, quando estou sentindo. […] Eu cheguei à um ponto onde não sei mais o que sinto. Eu choro sem motivos, tenho medos bobos e torturantes. Imagino coisas que talvez nem tenham acontecido. Crio cenas que jamais acontecerão. Deixo coisas fúteis tirarem meu sono, palavras vazias me arrancarem suspiros. E sinto raiva disso. De mim, não de ti; não de nós. Só de mim. Por ser tão imatura e boba. […] E me perdoa se te fiz algum mal que meus olhos não conseguem ver, perdoa por eu não saber lidar com essa situação. Me perdoa por ser fraca e não lutar por você como você queria que eu lutasse. Eu tentei, eu juro que tentei, mas eu… cansei. Apenas.

“Eu odeio a maneira como você fala comigo e o modo como você corta seu cabelo. […] E a maneira como consegue ler meu pensamento. Eu odeio tanto você que isso me deixa doente. Eu odeio o modo como você está sempre certo. Eu odeio quando você mente, eu odeio quando você me faz rir, ainda mais quando você me faz chorar. Eu odeio quando você não está por perto e o fato de você não me ligar. Mas, mais que tudo, eu odeio o fato de eu não conseguir te odiar. Nem um pouquinho, nem por um segundo… nem mesmo só por te odiar.”

Encontro

Eu sei que eu vou te encontrar outra vez. Em outro lugar ou por aqui mesmo. Talvez amanhã ou depois. Dois dias, três dias… uma semana. Um mês, quem sabe?! Talvez demore alguns anos ou uma vida. Outras, talvez. Talvez eu te encontre por aí, nas vagas ruas desta cidade. Você me diria que está casado com uma mulher de olhos claros, cabelos lisos, de um corpo perfeito que eu nunca tive e que juntos têm uma linda família. Três filhos lindos. Eles teriam teus olhos e teu sorriso. Seriam exageradamente lindos. Ou talvez você ainda não tenha encontrado alguém. Esteja à procura de alguém. Quem? Não sei dizer. Alguém que esteja à tua procura também, quiçá. Alguém ideal ou apenas casual. Deixa eu te encontrar. Outra vez. Me deixa te encontrar pela primeira vez. Chegar de mansinho e perguntar por onde andastes. Marcaremos um café e tudo se reiniciará. Poderíamos construir uma família. Teríamos três filhos lindos. Eles teriam teus olhos e teu sorriso. Talvez, quem sabe…?

Meu eu, em você

Em teus braços descobri quem sou. Em teus lábios descobri meu valor. Em teus olhos eu me perco da maneira mais doce de me encontrar. Quando eu encontrei você, encontrei a mim mesma. Todo esse tempo eu sofri a ausência. Ausência de abraços, beijos e carícias. Ausência de atenção e compreensão. Ausência de sorrisos, toques e palavras. Ausência de voz e atitudes. Ausência de calor e aproximidade. Ausência de ti, de mim, de nós. Em você eu encontrei toda realização de promessas não cumpridas. Em você eu encontrei todo amor que há nessa vida. Em você eu encontrei toda luz que a escuridão me escondia. Em você eu encontrei toda verdade que a mentira me oprimia. Em você eu encontrei toda felicidade que a tristeza me roubava. Em você eu encontrei todo sorriso que as lágrimas encobriam. Em você eu encontrei toda voz que o medo calou. Em você eu encontrei presença. Presença de tudo o que me faltava e agora não falta mais. Em você eu me encontrei. Eu estive à procura de algo para preencher o vazio que existia em mim e agora sei que o que me faltava era você. E quando você sorri, é como se o vazio dentro de mim nunca tivesse existido…

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Última carta

Lembrei do dia em que segurou minha mão. Prometeu nunca soltar, lembra? Sabe, talvez seja disso que eu sentirei mais falta... mãos. Das tuas nas minhas, das tuas em meu cabelo, em meu rosto, em minha boca. Das minhas em tua cintura, em tuas costas, em tuas orelhas. As tuas mãos macias traçando meus lábios, mesmo enquanto estavam em movimento, as ondas violentas que faziam enquanto me contava histórias. Sentirei falta do hábito de tocar teu queixo e erguer teu rosto, para beijar teus lábios. Sentirei falta da ascensão, dos teus gestos largos e toques gentis. Sentirei falta desse jeito que temos, de não dizer nada e apenas entrelaçarmos nossos dedos quando a noite cai. Olho para minhas mãos e sinto você. Deixa-me sentir teu coração agora, para te lembrar que o contato de nossas mãos eleva-nos aos Céus. Minha pequena, eu sempre te amarei.

Implícito

Responde, quando eu gritar
Vem, quando eu chamar
Fica, quando eu precisar
Não demora, não me faz esperar.

Me abraça quando o peito doer
Faça o que deve fazer
Não me deixa sem notícias tuas
Feito fantasma a vagar pelas ruas
Fica perto, fica junto.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Coração holograma

Eu queria encontrar uma forma de dizer a você como eu me sinto. Eu nunca fui boa com sentimentos; não sei entendê-los muito menos explicá-los. Mas eu sinto tanta coisa. Eu queria saber explicar o que está acontecendo comigo. Queria muito te deixar saber. Não sei dizer como nem quando comecei a me sentir assim, só sei a culpa é sua. Culpa, no sentido bom. Esse sentimento machuca, mas eu não me importo, ele me faz feliz também. Dói porque você não está aqui, mas me faz feliz de saber que você está vivo. Se está bem, eu não sei, mas rezo para que esteja sorrindo. Eu não suporto a idéia de te ver triste. Eu adormeço pensando em você, e acordo com um sorriso bobo no rosto, com vontade de viver, apenas por saber que você existe. Longe de mim, existe uma pessoa que me tira o ar só de ouvir o nome, que me faz sonhar acordada a todo instante, imaginando seu sorriso, sentindo seus braços ao meu redor, me confortando. Eu não sei como é seu cabelo ou a sua pele. Não sei a sua altura, nem seu sobrenome. Mas conheço seus sentimentos, seu coração e para mim, independente das suas características físicas, você é perfeito. Sempre será perfeito para mim. Eu te amo, e não é da boca para fora. Eu estarei ao seu lado sempre, basta fechar os olhos e sentir.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Peço à você que se lembre de nós

Eu só peço à você que não esqueça nada do que eu te disse. Minhas palavras foram sinceras, todas elas. E, embora você não se importe mais, eu queria que você soubesse que eu ainda penso muito em você, que todo aquele sentimento ainda não foi embora. Peço desculpas pelo transtorno que eu sei que causei em sua vida, minha intenção nunca foi te confundir. É difícil para mim dizer essas coisas, sabe, qualquer coisa relacionada a sentimento. Eu não sei o que é, eu só sei que sinto. Não importa o quanto você esteja distante, eu ainda sinto a sua presença. Eu sei o quanto você se esforçava para tapar os ouvidos e se fingir de surdo, para não ouvir nada do que eu dizia. Não importa, eu disse e repito, se ainda quiser me ouvir. Leia, releia, perceba, associe minhas palavras e sentimentos à tua memória - porque eu sei que você lembra. Desde a primeira palavra, até a última. Eu sinto a sua falta, mais do que deveria sentir. Talvez bastasse um sinal de vida seu, só pra eu saber que você está feliz. Que alguém te faz feliz. É tudo que eu preciso: que você esteja feliz. E não esquece, nunca, que você não está sozinho, que eu ainda estarei aqui quando você se sentir sozinho.

Distância, outra vez

Sabe o que eu queria agora? Estar ao seu lado. Bastaria. Mesmo que não estivéssemos fazendo nada. Eu só queria estar com você. Te observar. Sorrir feito uma boba pra ti e ver o teu sorriso retribuindo. Tocar tua pele com a ponta dos meus dedos, delicadamente, me aproximar, deslizar as mãos pelo teu cabelo. Te sentir. Comigo. Queria saber o que está pensando agora. Se você está imaginando, planejando e ansiando o dia em que nós nos encontraremos. Eu sei que as palavras vão faltar, sei que perderei o controle dos meus sentidos, mas sei, também, que será perfeito. Apenas por você estar lá, comigo. Por se tornar realidade o que hoje é apenas um sonho.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Te preciso, precisas de mim também

Procuro uma explicação para o que estou sentindo. Nada faz sentido. Alguns diriam que eu mal te conheço, já eu, diria que é inevitável se apegar. A atenção que você dedicou a mim é a atenção que ninguém nunca deu. Sou muito vulnerável a esses pequenos detalhes. Detalhes que em você, são as melhores qualidades. Me deixa fazer parte da tua vida. Me deixa ser teu ar, teu chão, teu apoio. Quero te dar apoio quando ninguém mais der. Quero ser teu ombro amigo quando quiser chorar. Quero ser o motivo pelo qual você não consegue dormir e que me ligue para me lembrar disso. Diga que se importa, que quer me ver bem, que sentiria minha falta se eu partisse, que nunca me fará mal nem desistirá de mim, que nunca me deixará partir, que nunca estarei sozinha. Diga que precisa de mim tanto quanto eu preciso de você. Diga. Repita. Sinta. Não esqueça; de mim, de você, de nós. Jamais.

Seja meu

Eu te preciso. Sem drama, sem explicação, sem demora. Te preciso, perto ou longe, tanto faz, apenas esteja comigo. Manterei você o tempo todo nos meus pensamentos e, às vezes, mesmo sabendo que não é verdade, me imagino nos teus também. É ilusão acreditar que você pensa em mim também. Tenho a sensação de estar te perdendo, a cada dia, a cada hora, a cada segundo. Vejo você partindo, sem lágrimas nos olhos e sem olhar para trás, enquanto eu permaneço no chão, com a garganta presa e lágrimas escorrendo dos meus olhos incontrolavelmente. E essa sensação de perda não passa… porque tenho medo. De perder o que nunca tive: você. Fique comigo, no sentido literal da palavra. Ficar. Permanecer. Para sempre. Permita-se sentir. Permita-me te amar incondicionalmente, sem culpa, sem regras, sem medo… me corresponda. Ouça aquela música e lembre-se de mim; feche os olhos e imagine nós dois; sonhe com o meu sorriso até mesmo quando não dormir; sinta meu perfume mesmo quando eu não estiver por perto. Acontece comigo sempre, de tanto te desejar.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Carta sem destinatário

Paredes brancas construídas do sofrimento. Sólidas, mas ao mesmo tempo tão frágeis, a um sopro de desmoronarem. Olho ao meu redor e vejo o branco. O branco da solidão. Algumas rachaduras pouco visíveis e algumas manchas amareladas também fazem parte do cômodo. Num canto, a cama por fazer com os lençóis empoeirados e uma manta amarrotada. No outro canto, uma cadeira manca e uma escrivaninha velha cuja tinta está descascando. Em cima dela uma luminária que quase não emite luz, uma folha de papel borrada e uma caneta. Pergunto-me como pode o vazio ser considerado insignificante. Significa bastante quando se está preso em quatro paredes, acompanhado de um branco solitário e mais solidão. Vazio no branco, vazio nas paredes, vazio no cômodo, vazio no coração. A caneta desliza pela folha levianamente emitindo um ruído – ou talvez o ruído venha dos meus pensamentos. Deslizo a caneta pelas linhas borradas, escrevendo – ou, talvez, apenas rabiscando – algo que meus olhos não conseguem captar. Continuo riscando a folha, assim, neste mesmo padrão de inconsciência, quase involuntariamente. Minha fiel companheira, Solidão, fora a única que permanecera aqui comigo. O Frio, que pertence à sua família, está aqui também. Ele é bastante eficiente quanto a seu objetivo, posso dizer-lhe que sempre o alcança; ele poderia estar tocando minha superfície neste momento, arrepiando minha penugem, me dando calafrios na espinha, porém, eu não faria idéia. Sinto-o internamente, dentro, dentro e dentro de mim – no coração. Petrificado meu coração, esbranquiçado tudo ao meu redor, decreto solidão até o fim da minha vida. Os meus fiéis companheiros eu sei que jamais me abandonarão, com o Frio no peito deitarei no leito da Solidão.

domingo, 8 de maio de 2011

Sobre o fim

Ela queria dizer para ele tudo que jamais teria coragem de dizer para alguém – que o amava e que era capaz de tudo por ele - mas sabia que se o fizesse, estaria de certa forma, se humilhando.
Ele queria abraçá-la e dizer a ela que jamais tinha deixado de amá-la, um segundo sequer de sua existência, mas algo o impedia – orgulho ou até mesmo sua enorme timidez.
Ela olhou demoradamente em seus olhos, forçou um sorriso e virou as costas para ele, à contra gosto. Vendo ela se afastar lentamente, ele sentiu uma vontade incontrolável de segui-la. Então, enquanto ela se afastava mais a cada segundo, ele pensou em tentar pela primeira vez, tomar uma atitude irracional. Poderia se arrepender depois, e sabia disso, mas a dor de ver a mulher amada partir era esmagadora. Enquanto ele se esforçava para não pensar na razão de tudo aquilo – pois sabia que se acionasse o lado da razão, desistiria de fazer algo totalmente irracional como aquilo -, ela se esforçava para não chorar ali. Queria correr, para se distanciar dele o mais rápido possível, mas ao mesmo tempo queria caminhar lentamente pelo extenso corredor, pois ainda tinha alguma esperança de que ele a impedisse de partir. Passaram-se pela cabeça de ambos pensamentos distantes, mas que eram ao mesmo tempo muito próximos, por terem o mesmo propósito – estavam os dois marcando o passo, esperando um ao outro, que tomasse a iniciativa. Um minuto - no máximo – havia se passado quando ele pensou “que se dane” e foi de imediato em sua direção chamando seu nome. Foi como se o mundo parasse e ao mesmo tempo girasse numa velocidade acelerada; foi como se um vão se abrisse abaixo de seus pés e ao mesmo tempo como se pisassem em terra pela primeira vez. Os sentimentos eram os mesmos entre eles: angústia, dor, ansiedade, saudade, aflição, insegurança.
- Escuta, tudo isso foi um engano. Um engano enorme. – Disse ele, pronunciando cada palavra tão rapidamente que seu nervosismo era evidente.
- Eu e você? – Perguntou ela, insegura.
- Não! – Se apressou em responder - Tudo que você disse. Tudo que eu disse. Eu não levei nada à sério.
- Então… – hesitou ela – você ainda me ama?
Ele sorriu por um momento, mas ficou sério no segundo seguinte. Seus olhos encheram-se d’água.
- Todos os dias eu acordo querendo sentir seu coração pulsar junto ao meu, sentir sua mão em meu peito, me deliciar com seus beijos, acariciar seus cabelos. Todo momento me pego desejando sentir vibrar os meus braços a cada abraço seu. Jamais imaginaria ver esse amor se distanciar desse elo erguido, através de cada olhar, expressando as melhores das intenções. E se depender de mim, esses olhares irão se estender e transmitir este sentimento em nossos corações, por muito e muito tempo. – Ele fez uma pausa para sorrir para ela, mas continuou em seguida: - Portanto, se você ainda amar e quiser a mim, quero que se case comigo para que eu tenha a oportunidade de lhe dizer o quão linda você é pela manhã, com o cabelo bagunçado, sem maquiagem, mau-hálito matinal e até com olheiras. Dê-me a oportunidade de acordar todos os dias e ter o motivo da minha felicidade ao meu lado para me lembrar o porquê de eu ainda estar vivo.